Projeto propõe reconhecer feiras livres de Balneário Camboriú como patrimônio cultural
Iniciativa da vereadora Jade Martins valoriza saberes, tradições e convivência nos espaços das feiras da cidade
As feiras livres de Balneário Camboriú poderão ser reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Município. A medida está prevista no Projeto de Lei Ordinária nº 196/2026, de autoria da vereadora Jade Martins, que propõe valorizar os conhecimentos, as práticas e as relações desenvolvidas nesses espaços.
O texto contempla a comercialização direta de produtos, os saberes relacionados ao cultivo e ao preparo de alimentos, a gastronomia, o artesanato e as manifestações artísticas associadas às feiras. Também inclui a transmissão de conhecimentos entre gerações e a convivência entre feirantes, moradores e visitantes.
Espaços de encontro e memória coletiva
Na justificativa da proposta, a vereadora argumenta que as feiras livres ultrapassam a finalidade exclusivamente comercial. Segundo ela, esses espaços se consolidaram como locais de encontro, troca de experiências e preservação de práticas ligadas à produção e à cultura local.
O reconhecimento pretendido abrange os elementos que vão além da estrutura física das feiras: receitas, técnicas de produção, formas de comercialização, costumes e a memória coletiva de quem trabalha ou circula entre as bancas.
A proposta prevê que o poder público poderá promover ações de documentação, divulgação, valorização e preservação das feiras, considerando a participação dos próprios feirantes. Segundo levantamento divulgado em agosto, o setor chegou a 123 feirantes e 338 trabalhadores envolvidos em Balneário Camboriú.
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